...entre aguaceiros e sol, vou ali, aos Meninos do Rio e já volto ..
Foram precisos três quinze dias para usar-te como espécie de diário da vida que para ser vivida, necessita de ser escrita...uns dias mais que outros. Para mim,por mim...
domingo, abril 18, 2010
Poema das Coisas
Amo o espaço e o lugar, e as coisas que não falam.
O estar ali, o ser de certo modo,
O saber-se como é, onde é que está e como,
O aguardar sem pressa, e atender-nos
Da forma necessária.
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
Esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
A cadeira onde a memória está sentada,
A mesa, o copo, a chávena, o relógio,
O móvel onde alguém permanece encostado
Sem volume e sem tempo,
Nós próprios, quando os olhos indignados
Nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão e a pedra pesa,
Pesa connosco, forma um corpo inteiro
Fecha-se a mão e a mão toma-lhe a forma,
Conhece a pedra, estende-lhe o feitio
Sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
Quando se abrisse a mão já lá não estava.
*António Gedeão
O estar ali, o ser de certo modo,
O saber-se como é, onde é que está e como,
O aguardar sem pressa, e atender-nos
Da forma necessária.
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
Esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
A cadeira onde a memória está sentada,
A mesa, o copo, a chávena, o relógio,
O móvel onde alguém permanece encostado
Sem volume e sem tempo,
Nós próprios, quando os olhos indignados
Nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão e a pedra pesa,
Pesa connosco, forma um corpo inteiro
Fecha-se a mão e a mão toma-lhe a forma,
Conhece a pedra, estende-lhe o feitio
Sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
Quando se abrisse a mão já lá não estava.
*António Gedeão
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Atrás das palavras
sábado, abril 17, 2010
Ontem foi aqui. E como sempre foi dificil a escolha.Mas lá teve que ir ao melhor sushiman de Lisboa deliciar me com um belo sashimi..
e depois a umas vieiras gratinadas com molho de maracujá em espuma de coco!De comer e de chorar por mais...
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5 sentidos,
Lisboa
Era bem mais fácil
Foto de Ana Mokarzel
Ás vezes penso como seria tudo mais fácil ,que seríamos pessoas mais felizes, se soubéssemos dizer as coisas como se tivéssemos todos 6 anos, como a minha princesa, que nao tem papas na lingua e diz" és linda", ou " gosto dela mais ou menos", "cheiras bem" ou "não sejas pateta", "não posso ser amiga dele porque ele atira me ao chão" ," estou farta " ,"dá-me colo ","estás a chatear-me" ou "já nao quero ser tua namorada!"...mas vendo bem as coisas , embora fosse o desejável, o bonito, acho que nem todos estão preparados para tanta honestidade!
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Estrelas,
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